Mostrando postagens com marcador clássico da literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador clássico da literatura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Meu herói!!

Aragorn, da saga O Senhor dos Anéis,  é o meu herói predileto. Ele representa o tipo ideal de herói mitológico, pelas diversas características que compõem um "indivíduo notabilizado por seus feitos guerreiros, sua coragem, tenacidade, abnegação, magnanimidade etc.", conforme o Houaiss. Na trilogia do filme, ele é o protagonista da terceira película, O Retorno do Rei, que merece ser vista (assim como as duas primeiras!)

Para os aprendizes da escrita ou interessados no tema, há um bom artigo escrito por Luiz Eduardo Ricón. Trata-se de A jornada do herói mitológico, que pode (e deve) ser baixado e degustado.

Encontrei também um roteiro de aula publicado na revista Nova Escola, denominado Como nasce um herói, de Paola Gentile. Na chamada para o texto ela nos convida:

Mostrar as semelhanças entre os personagens clássicos e os de filmes e HQs ajuda a ampliar o prazer de ler.

Disse tudo isso aí acima apenas para relatar uma experiência recente, em uma oficina de contos, que realizei junto a alunos das escolas públicas, durante a III Conferência Regional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, na escola estadual Major Guapindaia.

Utilizei o texto de A jornada do herói mitológico (distribui a primeira folha para os alunos) e a partir do esquema de construção de um herói mitológico elaborei com eles, interativamente, o roteiro de um conto em favor da defesa do meio ambiente. Foi um sucesso.

A despeito da nossa presumível habilidade em lidar com os alunos, o certo é que um bom texto é sempre uma mão na roda!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Clássico relançado em primorosa edição

Robinson Crusoé

Li Robinson Crusoé numa edição condensada, em 1980, da Tesouros da Juventude, lançado pela Editora Abril. 

Já trabalhava e paguei com dinheiro do próprio bolso. Eu tinha 16 anos e já havia comprado uma enciclopédia (que não serviu para muita coisa, de tão ruim!) e muitos discos (LPs), escolhidos a dedo. Sabia que estava adquirindo cultura, pois conhecera dois anos antes, em Ariquemes, o meu mentor literário-musical, um jovem técnico agrícola da Ceplac, que havia me apresentado os baianos Jorge Amado, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Trata-se de Eduardo Lemos Porto, de Ilhéus, sul da Bahia.

No ano seguinte, estudando no interior de São Paulo, em Lins, tomei contato com os clássicos da literatura brasileira e com os monstros hoje históricos da MPB, dos grandes festivais da TV Record...

Mas a aquisição daquela coleção de clássicos juvenis salvou-me do tédio naquele distante ano, em Ji-Paraná, quando tendo ficado desempregado e à toa, pude mergulhar nas aventuras de Robinson Crusoé, A Ilha do Tesouro, O Corcunda de Notre Dame e outros dos quais já me esqueci. 

E agora tomo contato com esta primorosa edição da Ajubel, editora espanhola, recém-premiada no Festival de Livros Infanto-Juvenis de Bolonha, na Itália.

Dizer que os clássicos não morrem é chover no molhado. Mas nos surpreender com reedições de tirar o folêgo só de se olhar a capa é acreditar que muitos outros leitores irão se deliciar e viajar no tempo-espaço para uma ilha imaginária da qual não se sai de lá de bolsos vazios...

Salve Crusoé e Sexta-Feira. Salve a literatura imortal. Salve!