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sábado, 7 de março de 2009

Adendo ao post anterior, que por acidente, seguiu apenas com o título...

Conhecer Ana Maria Machado, ainda entre nós, será motivo de alegria,
quando mais tarde pudermos dizer que "ela era do nosso tempo...!"

Por ora, fiquem com a entrevista da revista Cultura, aqui. E com a foto dela e dos seus livros. 

E vamos conversando sobre ela, se o papo engrenar.

Até!

Conhecer Ana Maria Machado, ainda entre nós, será motivo de alegria, no futuro, quando pudermos dizer que "ela era do nosso tempo...!"

sábado, 31 de janeiro de 2009

Para escrever um novo post basta...

Em um post anterior brinquei com os leitores, colocando a foto do Fernando Sabino em uma matéria cujo título remetia ao Saramago. Além de ter de distribuir alguns pirulitos (virtualmente), para agraciar aqueles que descobriram quem era o escritor-de-sorriso-espontâneo-da-foto, recebi muitas respostas via grupo de discussão (das turmas de Letras da UNIR/UAB, Rondônia). Uma das respostas, já no calor das mensagens trocadas, está abaixo transcrita:

> Sobre O grande Mentecapto de Fernando Sabino, não assisti ao filme ainda, mas li o livro. Recomendo, muito bom mesmo.
> 
> Abraços.
> Helena.


Daí a inspiração para este post - a resposta à Helena, tutora de EaD, de Ji-Paraná-RO.

Helena,

Os livros são sempre melhores. E se há alguma exceção que alguém me avise, pois desconheço.

Curiosamente, alguns pais tem despertado o gosto pela leitura em seus filhos meio sem querer... Como? Dando-lhes livro que pouco tempo depois se tornam filmes! Os filhos/as, adolescentes, jovens quando vão ao cinema ou assistem o DVD percebem claramente o contraste! A reação deles é engraçada, indo da indignação à revolta, com a quase sempre pouco compente adaptação cinematográfica (com raríssimas exceções).

A minha filha leu recentemente o best-seller romântico-vampiresco Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Aliás, leu de graça, pois baixou da internet (tem quase tudo por lá/por aqui). Depois ela assistiu o filme e detestou. Um detalhe que merece consideração é o fato dela ser uma leitora com um senso crítico mais apurado, a despeito de ter apenas 15 anos. O seu entusiasmo com a obra foi moderado (embora tenha lido compulsivamente), o que não lhe preservou a capacidade de raciocínio...

Para os estudantes de Letras (Psicologia, Ciências Sociais e outros cursos afins) um bom exercício de investigação científica é ler e analisar as mais-do-que-entusiasmadas recomendações de leitores de obras como essa e outras do gênero pegou-não-se-consegue-mais-parar-de-ler. No site Submarino há um farto material de pesquisa à espera dos curiosos. Veja aqui. 

Enfim, se conseguirmos colocar livros nas mãos, antes que os filmes lhes cheguem aos olhos-e-ouvidos nós teremos conquistado mais um punhado de novos leitores.

É isso.

Abraços
Abel Sidney

PS: O filme eu recomendo, pois assisti. O livro já foi recomendado pela Helena. Divirtam-se!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um leitor compulsivo...

Maurício relata sua experiência como leitor

Como este leitor compulsivo dispensa apresentações vamos à entrevista que ele concedeu à Agência de Notícias Brasil que Lê:

“Eu lia muito quando criança. Primeiro, gibis. Depois, livros. Era o tipo de leitor que as pessoas chamam de compulsivo. Queria ler sempre. Se pegava um livro interessante, não parava de ler até chegar à última página. Os gibis, comecei a ler antes mesmo de entrar na escola.

Primeiro minha mãe lia pra mim. Depois, por falta de tempo, preferiu me ensinar a ler, aos pouquinhos, letra por letra, sílaba por sílaba, palavra por palavra. Assim, em pouco mais de três meses, já podia soletrar as palavras escritas nos balões das histórias em quadrinhos.

E, assim, fui “devorando” história após história, conhecendo os mais variados personagens e me deliciando com as descobertas que fazia naquela janela aberta para o mundo. Afinal, não havia televisão e o cinema não era para toda hora, pelo menos em minha idade, quase 6 anos. E eu morava em Mogi das Cruzes. Mas a curiosidade era maior do que a minha cidade, do que o meu país, do que o meu mundo. Queria mais e mais, pelas páginas dos gibis.

Depois de alguns poucos anos, as histórias em quadrinhos já não me bastavam. Acabavam logo. Eu lia rápido demais. E não era toda hora que havia gibis novos. Então, me caiu nas mãos um primeiro livrinho de história, bem infantil. Era a história de uma fadinha, com poucas cores, livro mal impresso e curto, texto simples. Li num pulo. Mas foi insuficiente. Queria mais.

Foi quando meu pai comprou uma edição colorida, em papel encorpado, textos curtos e grandes ilustrações, de uma história do Mickey, O Matador de Gigantes, baseado num desenho animado de Walt Disney. Muito bem impresso. Adorei!

Lia e relia. Via e revia as lindas ilustrações. E queria mais. Até que fui “atropelado” pela obra de Monteiro Lobato... e entrei no Paraíso. Era outro mundo, outro universo, outro estilo, outra coisa. Li tudo da turma do Sítio do Pica-pau Amarelo e, depois, passei para os livros que ensinavam matemática, gramática, falavam de petróleo, tudo do Lobato... Até chegar à portentosa série dos 12 trabalhos de Hércules. Ufa!

Já sabia Lobato de cor e estava na hora de passar para outros autores. A curiosidade me impelia. A compulsão me empurrava. Comecei a devorar os livros de aventuras, tipo Jack London, com quem fiz belas e inesquecíveis viagens. Igualmente com Julio Verne. Seguindo depois para romances históricos, biografias, ficção científica, policiais, além de obras de Machado de Assis, Eça de Queirós... e o que viesse mais.

Houve tempo, lá pelos meus 13 ou 14 anos, em que eu lia um livro por dia. Era o melhor “cliente” da biblioteca da escola, do ginásio, do município. Agradeço aos céus por isso, pois as leituras e tudo o que aprendi lendo – informações, estilos – me ajudaram em todos os momentos futuros da minha vida. Primeiro quando eu buscava os primeiros empregos e preenchia as primeiras fichas, o meu português me punha nos primeiros lugares das filas de pretendentes a uma colocação.

Foi assim nos primeiros escritórios em São Paulo e, depois no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo), onde fui repórter. Lá, também comecei a desenhar quadrinhos, como as histórias do Bidu. Foi quando precisei me comunicar oralmente. Ler e falar se completam. Assim, posso afirmar que, entre outros fatores, a leitura foi o fator mágico que me permitiu a comunicação fácil em qualquer circunstância. A chave, a porta e a entrada estão nos livros.”

Fonte: Brasil que Lê - Agência de Notícias - http://www.brasilquele.com.br/index.php