Este é o primeiro dos últimos dias de minha vida. Não descobri isso agora, neste instante, mas ao longo dos últimos longos anos, ao meditar e constatar a óbvia mais difícil brevidade da vida (pelo menos nessa edição...)
"Não tenho nada a perder, só a ganhar!" tem sido a minha frase de cabeceira. Com ela acordo e com ela me nutro.
A serenidade começa a tomar conta de mim, pouco a pouco. E mesmo com a perspectiva da morte a me rondar.... pelos próximos 40 ou 50 anos (nisso tenho sido otimista ao extremo) sigo confiante de que cumprirei minhas tarefas por aqui; hei de deixar para os pósteros uma vida e uma obra que valeu e pena...
Uma mania tem me marcado desde algum tempo: pegar carona na serenidade alheia face à morte! Agora o faço com o Saramago. Outrora fiz com outros, desde o rompimento com o Pedro Nava, que desertou da vida e me abalou profundamente, fazendo-me agarrar a todos os fiapos de vida sem restrições...
Agora sigo com Saramago que não afinou diante das parcas a lhe rondar os calcanhares. Ignora-as solenemente. E segue rascunhado no seu blog, quase diariamente e escrevendo seus livros. O derradeiro - A viagem do elefante mereceu ampla reportagem da Revista da Cultura à qual convido todos a lerem.
É isso. Brindando e reverenciando a vida, sigamos.