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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Saramago indaga, entre outras coisas: de onde vens?









Replicaremos, na íntegra, as breves-linhas escritas pelo Saramago, sobre Barack Obama, presumivelmente no calor da posse deste primeiro presidente americano negro, sobre o qual se depositam tantas esperanças!

Vamos ao texto, que merecer ser degustado lentamente.

Donde?

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

Fonte: http://caderno.josesaramago.org/2009/01/20/donde/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Saramago segue escrevendo e denunciando...

caderno.de.saramago
O que pode um post-denúncia do blog do Saramago em face à agressão de Israel?

Cada vez mais Saramago se torna o porta-voz da "justa indignação", aquela que não se permite calar diante dos desmandos dos poderosos, que ridiculamente agem parcialmente enquanto pretendem passar a impressão de paladinos da justiça e do bem...

Sarkozy, o irresponsável, eis o título do post.  Pobre França. Eis a última frase. 

Esperamos que as opiniões de um Saramago e de outros intelectuais e artistas consigam, de alguma forma, produzir algum abalo nos meandros do poder político e decisório em torno da invasão e do massacre na Faixa de Gaza.

Por fim, fica aqui o convite para a leitura in totum do texto do escritor português.